terça-feira, 3 de maio de 2016

Inspiração: fazer o que gosta ou gostar do que faz?

Olá, pessoal!

Depois do feriado do Dia do Trabalho, eu quis deixar como inspiração pra essa semana um tema relacionado ao assunto.

Você já se perguntou se trabalha no que gosta de fazer ou
se aprendeu/tenta gostar do que faz?

Quantas vezes não nos pegamos pensando "Já pensou, ganhar uma fortuna por mês jogando futebol ou viajando?", o que nos leva a pensar que alguém que tem um emprego totalmente diferente da maioria, ou que trabalha com algo visto como uma atividade de lazer, se diverte no trabalho o tempo todo. Por mais que esse tipo de emprego seja realmente um sonho realizado, com visibilidade, respeito e uma remuneração fantástica, quem vive disso não sente todos os dias aquela sensação de "estar em férias permanentes" , que parece pra quem vê a situação de fora. Atletas e esportistas, por exemplo, lidam com tensões como falta de patrocínio, encerramento de contrato, pressão das torcidas (no caso do futebol), boatos sobre a vida pessoal, perda de privacidade. Treinam boa parte do tempo, lidam com egos enormes, seja na mídia ou na direção dos clubes, e ao vê-los na TV nem imaginamos o que rola "nos bastidores do sucesso".
O que eu quero dizer com tudo isso é que mesmo aquela pessoa que tem o melhor emprego que alguém pode querer também tem chateações e dias em que acorda pensando: "Ah, não tô a fim de trabalhar hoje...". Isso porque quando se trata de trabalho, não importa qual seja a atividade, ela vira uma obrigação. Sempre terá momentos de alegria e realização, mas pra chegar a esses momentos será necessário trabalhar muito, e muito duro.
É claro que trabalhar duro é muito melhor quando se trata de algo que a gente gosta, mas o que quero colocar aqui é que a questão é maior do que isso. Trata-se de ter uma postura comprometida, de se fazer competente, independente do que se fizer na vida. Afinal, você não pode esperar aparecer o emprego dos seus sonhos para então se tornar um profissional comprometido, concorda?
Então, se você não está satisfeita(o) com o seu trabalho ou se busca algo melhor, ou mesmo uma mudança de carreira, pense um pouco nisso:

Você vai aprender a gostar do que faz somente quando estiver fazendo aquilo que gosta?

Como eu disse acima, não existe emprego perfeito. Existem resultados que você quer atingir com o seu trabalho e o nível de comprometimento que você julga adequado dentro do que a sua atividade significa pra você. Mesmo se ainda não chegou ao ideal que você almeja - e que deve sempre continuar buscando - pense no hoje. O que posso fazer pra melhorar o que faço hoje? O que hoje me permite construir uma ponte para o que quero profissionalmente pra mim em um futuro próximo?

Não gostar do que se faz pode virar uma grande armadilha, alimentada pela ilusão de que ao fazer o que eu gosto finalmente vou ser feliz com meu trabalho. Como se isso não envolvesse também problemas e obstáculos. Hoje, como professora, eu posso dizer que faço o que gosto. Mas enfrento diversos problemas e passo apuros em sala de aula ou fora dela, com toda a crise que a Educação brasileira vive (porque já é entranhada no país). Essas dificuldades me lembram constantemente de que preciso renovar minhas fontes de entusiasmo e ver nas pequenas conquistas motivos pra gostar cada vez mais do que faço.

Por hoje é isso, espero ter contribuído para uma reflexão importante sobre esse tema tão importante pra mim. Beijos, obrigada!

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