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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Finanças: cuidar do dinheiro não é ser materialista!

    Oie! Tudo bem?

    Esse post é sobre dinheiro e sobre não ter peso na consciência por cuidar dele e querer ter o suficiente. Talvez tenhamos que quebrar algumas crenças incutidas na nossa caixola que nos fazem ver o dinheiro (e as pessoas ricas) de forma negativa. Se você não tem medinho, se joga nessa comigo!

    Alguns motivos pra superar aquelas velhas ideias de que buscar prosperidade financeira, cuidar bem do nosso dinheiro e querer ter mais são coisas perversas e pecaminosas:

* Vivemos em um mundo material, onde as condições para nossa sobrevivência exigem dinheiro (ainda não aprendi a viver de luz). Não faz sentido desperdiçá-lo;

* O trabalho toma muito do nosso tempo e nos garante o dinheiro. Por isso, devemos respeitar nosso tempo e cuidar do nosso dinheiro. Ele, na verdade, significa partes da nossa vida trocadas por valores que nos trarão coisas e experiências que queremos ter e viver;

* Para aqueles que se consideram espiritualizados, se faz sentido pra você aumentar seu nível de consciência, acho que faz sentido tentar entender e corrigir comportamentos que descontam emoções mal resolvidas gastando dinheiro de forma irracional;

* Abrir mão de ter certos objetos que iriam satisfazer uma vontade temporária em prol de um futuro mais tranquilo não é ser mesquinho, e sim generoso com você mesmo, usando parte dos recursos conquistados hoje para garantir tranquilidade no futuro;

* Fazer o dinheiro trabalhar para nós é o mínimo que devemos fazer por nós mesmos, pra ter de volta parte do enorme valor que ajudamos a criar nos lugares onde trabalhamos ao longo da vida.

    Se ecoam na sua cabeça aquelas frases do tipo "Sou desapegado a bens materiais, não fico perdendo tempo contando dinheiro ou guardando, se eu morrer amanhã, o dinheiro vai ficar e não terei aproveitado", não se sinta mal. Essas ideias são quase como mantras repetidos de geração em geração, que associam ter dinheiro e querer ter ou cuidar do dinheiro que se tem a ganância, egoísmo, materialismo exagerado e outros defeitos, que eu acredito que devemos superar, pelos motivos que expus acima. Mais posts sobre esse assunto virão, e você vai ver que usar o dinheiro da forma correta é exatamente o contrário dessas antigas ideias. Saber lidar com o dinheiro e tirar dele o melhor proveito possível é colocá-lo em seu devido lugar, que é servir a nós e a nossos objetivos, e não o contrário.

    Logo conversaremos mais sobre esse assunto, enquanto isso conta aí nos comentários se essas crenças limitantes fazem ou já fizeram parte da sua vida.

Beijo grande!
Vanessa


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Projeto Minimalismo #10: Minimalismo e meio ambiente (Sustentabilidade é possível mesmo?)

    Oie! Continuando a falar sobre os diversos assuntos ligados ao minimalismo, o tema de hoje é bem controverso e refere-se ao meio ambiente e à sustentabilidade. O termo sustentabilidade quer dizer, em linhas gerais, consumir os recursos naturais de tal forma a manter o suficiente para as gerações futuras também poderem consumir, e assim por diante.

    O minimalismo traz então, além de todos os benefícios individuais, a vantagem de tornar o consumo dos recursos naturais mais equilibrado, na medida em que consumir menos faz menor pressão sobre a extração de recursos e as demais fases do processo produtivo, que é muitas vezes bem poluente, tóxico e socialmente injusto. 

    Legal, bacana. Nem tanto. Eu tenho (re)pensado muito o meu consumo e realmente acredito que essa corrente mundial anticonsumista tenha resultados significativos para os ambientes naturais e a qualidade de vida das pessoas envolvidas na produção de bens de consumo. Mas acho que é pouco. Eu tenho uma visão um pouco pessimista em relação à sustentabilidade, pelos seguintes motivos:

_ O mundo caminha maciçamente em busca do consumo. Produzir em grande quantidade e a preços baixos gera muitos empregos (por piores que sejam);
_ 99,99% das sociedades humanas funcionam através da lógica capitalista, em que obter cada vez mais lucro reduzindo o máximo dos custos é a ordem vigente. Não estou aqui como uma anticapitalista, mas esse é um modo de produção que traz a desigualdade social na sua essência;
_ A população mundial tem crescido muito mais nos países pobres do que nos ricos (Fonte) e isso garante um mercado crescente para produtos descartáveis e baratos (além de a pobreza ser uma fonte inesgotável de mão de obra barata para as fábricas);
_ Consumo consciente é algo que faz sentido para quem já consumiu muito. Basta ler livros, assistir a vídeos ou documentários sobre o assunto e vamos encontrar pessoas que repensaram seu estilo de vida após entulharem tanto suas casas e sua vida, que fizeram uma reviravolta imensa, mas consumiram muita porcaria antes disso, ainda que o efeito de terem se tornado mais conscientes seja extremamente benéfico. Isso se estende então aos países pobres. Suas populações irão querer finalmente consumir, após viverem séculos na escassez. O Brasil é um exemplo e a atual construção de inúmeras usinas hidrelétricas (inclusive em áreas florestais) resulta da crescente demanda por consumo da nova classe "C" (ainda que estejamos em crise, até pouco tempo atrás a indústria da construção civil - diga-se de passagem que a fabricação de cimento é uma atividade extremamente poluente [Fonte] - empregava muitas pessoas e a demanda por produtos garantiu por anos uma situação de quase pleno emprego no Brasil);
_ A sustentabilidade irá se tornar um pensamento global quando trouxer lucro. Vou polemizar um pouco mais, mas a busca por combustíveis e fontes de energia alternativas não acontece apenas porque os governantes são legais e querem deixar um planeta limpo para seus netos. Em aproximadamente 40 anos o petróleo do mundo irá acabar, e teremos que nos virar de outro jeito. Prova disso é a China, o maior produtor mundial de tecnologia limpa, mas também o maior poluente [Fonte] (vai queimar carvão mineral enquanto tiver, porque é barato). Empresas como a Natura, por exemplo, apostam nesse mercado e têm mérito por trabalhar com desenvolvimento sustentável em várias regiões do Brasil. Porém, estão dentro de uma lógica de lucro, caso contrário não conseguiriam se manter no mercado e financiar suas pesquisas.

    Quero deixar claro que não sou contra o consumo consciente. Pelo contrário, tenho visto que a mentalidade de comprar, comprar, comprar e depois reciclar (que não resolve o problema) está dando lugar a uma mentalidade muito mais racional, que é a de consumir menos. Isso é um avanço incrível. Mas pelos motivos expostos acima, eu sinceramente acredito que será um longo caminho e que as soluções terão que vir de outras direções também, como um desenvolvimento tecnológico absurdo - que talvez não consiga remediar os problemas causados ao ambiente no mesmo ritmo em que a população mundial e o consumo crescem. Isso irá levar a uma manutenção da desigualdade, porque essas tecnologias demoram um certo tempo pra se popularizarem e se tornarem baratas. E enquanto tiver gente sem esgotamento sanitário em casa (no mundo, estima-se que 80% da água utilizada não é coletada nem tratada - Fonte), e a preocupação imediata for a sobrevivência básica, as pessoas não terão condições de se voltarem ao consumo consciente.

    Eu carrego a bandeira do minimalismo e por isso estou fazendo essa série de posts aqui no blog, que irão virar uma série de vídeos no canal também, mas acho que a gente não deve ser inocente quanto a isso, principalmente em um país com tantas dificuldades (e possibilidades) como o nosso. Vamos continuar nessa jornada, por um mundo cada vez mais justo (eu, como professora, não poderia lutar por algo diferente), mas conscientes da nossa real situação. Fazendo nossa parte, mas analisando a fundo o que de fato acontece fora dessa caixinha que é o nosso mundo pessoal.

    Beijo grande!
    Vanessa

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Cartão de crédito: dicas pra ele não se tornar um vilão no seu orçamento

Oie! Tudo bem?

O vídeo de hoje é sobre finanças e tem várias dicas importantes, então dá uma conferida lá no canal e depois me conta o que achou!




Beijo grande!
Vanessa

quarta-feira, 30 de março de 2016

Finanças pessoais: como me organizo

Oiee! Tudo beleza?

Preparei pra hoje um vídeo explicando como organizo minhas finanças, principalmente depois que mudei de profissão e me tornei professora. Alguns obstáculos financeiros fazem parte da carreira de professor (todo mundo sabe que, mesmo sendo uma profissão tão importante, é absolutamente desvalorizada no Brasil), e no vídeo conto como lido com essa realidade.
Tem também algumas dicas simples sobre finanças, mas que pra mim valem ouro na hora de cuidar do meu rico dinheirinho. Afinal, quem sabe o quanto sua a camisa pra se manter financeiramente dá muito valor, não para o dinheiro em si, mas para o tempo e o esforço que a vida nos exige se queremos conquistar uma qualidade de vida razoável. Então dá uma olhada lá e depois me conta como você administra seu dinheiro e se as dicas foram úteis pra você.







Beijão, gente! Até!
Vanessa

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas

Oie!!!

Hoje eu vim trazer uma super dica pra economizar uma graninha de um jeito fácil fácil, que é o desafio das 52 semanas.
Basicamente, você vai guardar uma quantia de dinheiro semanalmente, começando com R$1,00 na primeira semana e aumentando um real a cada semana que passar, assim ó: na segunda semana R$2,00, na terceira semana R$3,00, na quarta R$4,00, até que, na 52ª semana, você irá poupar R$52,00. Aí o desafio terá chegado ao fim e você terá poupado o total de R$1.378,00, sem se apertar e sem se privar de outras coisas, já que os valores serão mais altos apenas nas últimas semanas do desafio.
Quando descobri esse desafio eu fui fazendo propaganda pra família inteira e o pessoal de casa aderiu total, porque é fácil e não precisa se apertar pra guardar esse dinheirinho. Então, vem na minha e reserva aí uma latinha, pote, vasilha ou porquinho pra entrar também nesse desafio! Agora, é claro que você não pode sabotar no meio do caminho hein?! Fique firme e forte até dezembro, e essa grana pode te ajudar na compra dos presentes, pagamento de IPVA, IPTU, de uma viajem, ou para o que você quiser.
No meu caso, me propus a fazer o desafio à parte das economias mensais que eu guardo na poupança ou invisto de alguma outra forma. É realmente uma maneira de pegar um dinheiro que eu gastaria facilmente numa bobeira qualquer e guardá-lo, esquecendo que ele existe, até o final da última semana.

No vídeo eu conto melhor, vai lá ver:





E aí, gostou? Topa entrar nessa comigo?
No fim do ano eu volto pra gente encerrar junto o desafio, beijo no <3!!!

Vanessa