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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Inspiração: Inspirar-se em pessoas com quem convivemos

    Oie! Você conhece pessoas inspiradoras?

    Quando falamos de pessoas inspiradoras logo pensamos em grandes artistas, filósofos, pensadores e gente "grande", digamos assim. Ou seja, parece que de certa forma dizemos a nós mesmos que os pobres mortais como nós não oferecem inspiração alguma, pois ela só aparece em pessoas famosas, exóticas e muito distantes da nossa realidade. Mas você já reparou em atitudes inspiradoras das pessoas com quem você convive? Isso mesmo, aquele seu colega de trabalho xarope que vive pegando no seu pé mas que de repente solta uma frase que te faz parar pra pensar em algo que vai além do "arroz com feijão" do dia a dia. Ou de repente alguém de quem você não esperava nada, que demonstra se importar com você e com a sua opinião.

    Nós não somos perfeitos (aaah, vá!) e os pensadores que inspiram tanta gente por aí também não. A diferença é que o que conhecemos desses caras é apenas sua faceta inspiradora, não vemos o todo, as pequenices do dia a dia ou o tédio que eles também têm. Já quem convive com a gente mostra um pouco mais, não apenas inspirações, mas as inspirações estão ali também, basta olhar com mais atenção.

    Vou contar pra vocês de uma professora de Matemática com quem trabalhei por alguns anos. Ela já estava prestes a se aposentar (inclusive o marido dela foi meu professor na faculdade, olha que mundo pequeno...) mas não aceitava oferecer menos do que o melhor aos alunos. Às vezes os alunos (e até os outros professores) implicavam com ela, por ser tão certinha. Eu às vezes também acho que ela exagerava um pouco, mas poxa vida, ela me inspirava demais! Um dia a gente estava assistindo a alguma apresentação dos alunos, não me lembro exatamente o que era mas lembro que estávamos ali emocionados e orgulhosos deles, e ela me disse assim: "Dá vontade de fazer tudo por eles né?". Gente, segurei pra não chorar, achei aquilo tão lindo que nunca mais esqueci! Enquanto eu estava lá toda orgulhosa pensando "São MEUS alunos!", ela só pensava neles, em fazer mais por eles, uma professora em fim de carreira! Professor em fim de carreira nem quer ver aluno na frente! Por isso admiro tanto essa amiga professora, e nunca vou esquecer dessa frase dela.

    Espero que isso te inspire também, e mais, te faça reparar nas situações corriqueiras do dia a dia, com pessoas comuns, gente como a gente, pra encontrar inspiração em meio às dificuldades e à correria dessa vida doida.

    Ótima semana, beijo grande!
    Vanessa

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Inspiração: Música "Palavras e Silêncios" (Fagner e Zeca Baleiro)

    Oi! Bora começar a semana com uma música delícia?!

    Quando escrevi o post sobre Minimalismo nas palavras, lembrei dessa música que eu adoro e que você também deve conhecer. Com uma letra muito poética e cantada nessas vozes maravilhosas, nem tem muito o que dizer né? Segue o link do clip e da letra:
https://www.vagalume.com.br/fagner-e-zeca-baleiro/palavras-e-silencios.html

Palavras e Silêncios
(Zeca Baleiro e Fausto Nilo)

Não se move uma montanha 
Por um pálido pedido 
De alguém que não se ama 
Todo ouro está contigo 
Para isso há muita chama 
No coração do bandido

Mais uma vez o dia chega 
Em minha vida 
Como uma chama na selva 
O sol na cama da relva 
A tua boca e a lua 
A minha boca e a tua 
Vão deixando pela rua 
Palavras e silêncios 
Que jamais se encontrarão

    Ótima semana!

    Vanessa

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Inspiração: O que somos e o que poderíamos ser

    Oi, tudo bem?

    Gosto muito do Clóvis de Barros Filho, um dos filósofos que ganharam fama no YouTube nos últimos anos, e assisto a muitos vídeos dele disponíveis na internet. Hoje eu trouxe uma frase que ele diz muito nos vídeos, que é mais ou menos o seguinte:

As pessoas pensam na vida que não têm diante das escolhas que fizeram, mas não pensam naquilo de que teriam de abrir mão (ou que poderia dar errado) caso escolhessem outros caminhos.

    Acho difícil resumir em uma frase, então vou explicar o que eu entendo disso. Quando nós olhamos pra nossa vida e comparamos com a vida de alguém que julgamos ser mais feliz ou realizado do que nós, só observamos os aspectos negativos do nosso dia a dia, em comparação a tudo que há de bom naquela outra vida. Mas não consideramos o que poderia ser frustrante ou o que poderia dar errado caso tivéssemos escolhido um caminho diferente. É como comparar o que dá errado na sua vida com o que deu certo na vida dos outros. Uma comparação meio desleal com a gente né?

    Nós temos a tendência de exigir demais de nós, e em tempos de redes sociais e troca acelerada de informações, fica cada vez mais fácil selecionar e mostrar ao mundo somente aquilo que se quer mostrar. E se você analisa a vida de alguém de forma superficial, sem pensar no que não é mostrado, essa é uma visão muito distorcida da realidade. É claro que não devemos nos conformar com uma vida que não nos faz feliz, e devemos buscar melhorar sempre. Mas acho muito válido tomar bastante cuidado ao se comparar com os outros ou com idealizações que temos na cabeça, porque a realidade contém muito mais detalhes (às vezes sórdidos) do que se vê à primeira vista ou do que enxergamos ao idealizar uma vida melhor que a nossa.

    Pense nisso quando estiver achando a grama do vizinho muito mais verde que a sua. Essa é apenas parte da realidade.

Ótima semana!
Vanessa

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Inspiração: Escolhas conscientes

    Oi, pessoal! Espero que esteja tudo bem por aí!

    Hoje quero falar com você sobre as nossas escolhas. Estou em um processo de terapia há um tempo, e uma coisa que aprendi é que a terapia serve, entre outras coisas, para nos ajudar a fazer escolhas conscientes.

    Você pode estar pensando: "Ué, mas eu escolho de forma consciente, sei exatamente o que estou escolhendo." Acontece que é justamente o que nos motiva a escolher determinados caminhos na vida que muitas vezes pode representar uma repetição de padrões herdados da família, da nossa criação, de traumas até, que podem restringir a noção que nós temos de quais são as nossas reais possibilidades. Então, apesar de sabermos que escolhas e decisões estamos tomando na vida, podemos não atentar para o que está por trás delas. É aí que entra a capacidade de autoconhecimento e de análise das nossas atitudes. Conhecer o que nos motiva a agir de determinadas formas e a tomar certas decisões pode nos poupar um tempão e evitar uma série de situações que podem parecer estar fora do nosso controle, mas que de algum jeito foram facilitadas pelas nossas escolhas.

    Pra dar um exemplo, vamos pensar em uma pessoa que teve uma determinada criação, em que sempre se sentiu insegura com suas decisões, pois não teve da família um reconhecimento, um incentivo que fortalecesse sua autoestima e autonomia. Ao iniciar um relacionamento afetivo ou ingressar em um novo emprego, essa pessoa pode ser movida por atitudes que ela quis tomar, mas que, se analisadas à luz dessa característica da sua criação, poderão ser problematizadas - repensadas de forma mais profunda, o que leva a entender como aquele padrão de insegurança e baixa autonomia acaba se reproduzindo, mesmo em ambiente e com pessoas até então externos à sua história de vida.

    Quando tomamos consciência de como certas experiências passadas influenciam nossas tomadas de decisão, temos condições de fazer escolhas mais conscientes e de forma mais lúcida. Mais do que decidir certo ou errado, trata-se de conhecer o que nos motiva a cada decisão, entendendo melhor como elas são tomadas, a princípio de forma consciente, porém movidas por sentimentos, emoções e referências subjacentes que podem ser problematizadas, aumentando nossa consciência e nosso autoconhecimento.

Ótima semana pra você, com muito mais consciência!!

Vanessa

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Inspiração: Amor por um animal

    Olá! Saudadona de escrever aqui! Tenho duas semanas de férias, então vou poder abastecer o blog e o canal com vários temas e ideias, coisas que gosto muito de conversar com vocês. E falando em gostar muito eu escolhi, pra nos inspirar hoje, nossos bichos. Esses animais, que de irracionais não têm nada (pelo contrário), nos dão diariamente doses gigantescas de amor e lições de compreensão e carinho que nenhum ser humano "inteligente" é capaz de dar.
    Às vezes eu fico observando minha cachorra (já falei bastante sobre ela nesse vídeo aqui) e como seria bom viver cada momento, como ela sabe fazer. Ela não tem preocupações, a não ser uma caminha pra descansar, água fresca e alimento. Tudo isso ela tem sem esforço, então pode se dedicar quase integralmente a nos fazer felizes (o que ela faria, mesmo passando sede e fome). É carinho desde a hora de acordar até ir dormir, não tem tempo quente, disposição pra brincar a qualquer hora. Mesmo se não estamos a fim quando ela quer atenção, se somos nós que precisamos da atenção dela, entrega incondicionalmente seu amor pra nós. E ela vive o hoje, curte cada momento dando importância ao que realmente importa. Tenho certeza que se você tem um gato, cachorro, pássaro, lagarto ou outro bicho, comum ou exótico, na sua casa, entende bem que temos motivos infinitos pra amá-los né?
    Mas antes de encerrar esse post, quero contar minha recente experiência com peixes. Desde fevereiro desse ano resolvi que queria um aquário. Já tive um peixe Betta há muitos anos, que como muitos por aí morreu por falta de informação e cuidados adequados, já que as lojas instruíam os clientes a cuidar dessa espécie de peixe de forma muito irresponsável, porque ele costuma ser bem resistente, além de bonito. Hoje, com todas as informações disponíveis na internet, tenho aprendido horrores sobre esse hobby maravilhoso que é o aquarismo, e inclusive pretendo trazer um pouco disso aqui para o blog.
    Pois bem, voltando ao meu (re)começo no aquarismo, comprei um aquário de 20L e em seguida montei um de 120L. Me apaixonei. Gostei tanto que na escola onde trabalho montamos um projeto de fazer um aquário com os alunos, que deverá ser realizado agora no segundo semestre. E meu marido vive me dizendo: "Você não pode se apegar a peixe, o ciclo de vida desse bicho é curto, depois você sofre e blá, blá, blá". E é verdade, sofro mesmo, porque peixes são animais sensíveis a pequenas variações em seu ambiente. E agora no inverno tenho tido vários problemas e perdas no meu aquário, mas o mais fantástico é ver que esses bichinhos, aparentemente sem graça, interagem com a gente e nos fazem muito bem. Conseguir recriar em uma caixa de vidro o ecossistema mais adequado a eles, ver que mesmo tão frágeis estão crescendo, se reproduzindo e vivendo bem em um ambiente que eu criei é demais. Com o tempo eles nos reconhecem e vêm comer na nossa mão, e isso é tão legal! Peixes são formas de vida tão pequenas (no caso dos meus) e delicadas, que têm inspirado em mim um maior respeito pela vida em geral. Por mais que seu ciclo de vida seja relativamente curto (há peixes que vivem vários anos), é inspirador demais ver a vida desses bichinhos. 
    Era isso que eu queria deixar aqui pra te inspirar nessa semana. Conta pra mim aí nos comentários que bichos você tem (ou teve) que despertaram amor em você também! E que possamos começar nossa semana com a simplicidade deles!

Beijão gente!
Vanessa

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Inspiração: renovar o foco naquilo que nos move

Olá!
    Em primeiro lugar, desejo a você uma semana excelente. Que seja produtiva, leve e sobretudo que você possa ter em mente (ao menos em boa parte do tempo) o que realmente importa. Além das contas pra pagar, das obrigações do dia a dia, da correria no trânsito e da tensão dos compromissos de trabalho da segunda-feira, é importante saber focar no que nos move. Temos a tendência de tornar automáticos os comportamentos que se repetem constantemente: levantar pela manhã, tomar café e se arrumar para o trabalho são exemplos disso. Daí, quando o fim de semana chega, é como se soltássemos um cinto apertado da cintura e pudéssemos enfim relaxar. Com a rotina de trabalho e a correria envolvida, eu muitas vezes me sinto assim, e por isso tenho pensado muito no que me move, naquilo que me motiva a continuar, para tornar meus "dias úteis" mais leves e tranquilos. Afinal, não acho que seja saudável ter bons momentos só aos fins de semana ou fora do ambiente profissional. Apesar dos obstáculos e dificuldades do dia a dia (no meu caso, a resistência de parte dos meus alunos às atividades que proponho nas aulas, sua apatia e falta de colaboração são particularmente desmotivantes), tenho tentado pensar nos princípios e ideais que movem o meu trabalho (pra dar um exemplo pessoal de novo, colher resultados positivos, ainda que raros, nas discussões com os alunos, criar vínculos com eles e ajudá-los a criar condições para que tenham acesso às inúmeras possibilidades que a vida pode lhes oferecer, a partir do estudo). Os desafios são diários, não só no trato das questões próprias do trabalho, mas nosso país está vivendo uma fase de grandes perdas de direitos conquistados, e quem é assalariado vislumbra um futuro pouco animador nesse sentido.
    Eu tenho buscado então renovar meu foco a partir dessas reflexões. Estou buscando aprimorar cada vez mais a forma como organizo minhas atividades e uso meu tempo, pra evitar que o trabalho acabe consumindo boa parte do meu tempo livre ou dos meus pensamentos quando estou fora do horário/ambiente profissional. E quando a coisa aperta (vida real né, gente), o que tem funcionado pra mim é parar, respirar fundo e focar no que me move, nos objetivos que pretendo atingir, nos resultados possíveis, desde os menores até os mais ambiciosos. Espero que essa reflexão te inspire pra começar sua semana, seu dia ou qualquer outro momento.

    Beijo grande, até mais!
    Vanessa

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Inspiração: Amplie a sua zona de conforto

Olá! Tudo bem?
    Tem uma coisa que eu li no livro Trate a vida por Tu, de um escritor português chamado Daniel Sá Nogueira, e gostaria de deixar como inspiração para a nossa semana "pré-feriado". Esse livro deve ser vendido na categoria autoajuda, que particularmente não me atrai muito, mas tem dicas e exercícios muito legais de desenvolvimento pessoal. Já faz um tempo que li e é um livro muito rico sobre a vida dele e como implementou alguns princípios na sua rotina pra mudar o que não o deixava satisfeito. Bom, pra hoje quero destacar essa ideia aí do título da postagem, de aumentar nossa zona de conforto.
    No livro, o autor comenta que muitos de nós sentem-se plenamente confortáveis e à vontade em situações muito determinadas e específicas, como no seu quarto relaxando com uma roupa confortável ou sozinho praticando algum hobby. Daí ele apresenta níveis de redução do grau de conforto que temos, ao passar para o ambiente de trabalho, o trânsito, um jantar de negócios - em que lidamos com um nível maior de ansiedade/desconforto, até chegar a um nível em que não conseguiríamos lidar satisfatoriamente com a situação. E ele propõe uma ideia muito legal que é a de realizar um trabalho interno para, cada vez mais, ampliar as possibilidades de situações e ambientes nos quais nos sentimos confortáveis. Isso implica duas coisas principais pra mim:
  • Mudarmos nossa perspectiva diante das situações, ganhando maior controle não exatamente sobre o que poderá ocorrer, mas procurando reduzir o nível de ansiedade e focando mais naquilo que depende mais de nós do que do ambiente/situação à nossa volta, como nossas atitudes diante dos acontecimentos;
  • Nos expormos a pequenas situações que não são exatamente as que consideramos como ideais, mas nas quais conseguimos manter um desempenho razoável - seja no âmbito profissional, social ou outro em que estejamos interessados em melhor nos desenvolver. Você pode estar pensando que nós rotineiramente já nos sujeitamos a várias situações que muitas vezes não gostaríamos de passar, porque as circunstâncias nos levam a isso, o que não necessariamente nos faz bem. Mas não é isso que eu entendo que seja a ideia desse conceito que o livro traz. Pra mim, não é uma questão de fazer certas coisas ou estar em certos lugares "por obrigação", mas de criar uma segurança própria e estratégias eficientes pra lidar com coisas que poderiam limitar nossa capacidade de agir.
    Eu acho importante deixar claro que não acredito que a gente simplesmente deva se submeter a situações desagradáveis pra aumentar nossa zona de conforto. Aliás, isso vai totalmente contra a ideia de priorizar o que é importante pra nós e que nos faz bem (ideias fundamentais no minimalismo, inclusive). Mas, justamente dentro daquilo que é importante (ou que leva a coisas importantes pra nós), surgem situações que nos causam uma sensação de deslocamento do ambiente ideal e de desconforto, e criar maior consciência disso pode nos ajudar a lidar com elas de forma muito mais eficiente, trazendo ainda um ganho pessoal muito importante, que é o de manter a serenidade e conseguir fazer o nosso melhor em diversas situações.

    Essa é a ideia, então deixo pra você a sugestão de tentar isso nessa semana: ao estar exposta(o) a uma situação fora do que você considera ideal, pare alguns instantes e reflita sobre a situação, sobre você e suas capacidades. Tente encontrar o que motiva sensações e reações que te deixem desconfortável, para então assumir maior controle sobre suas reações e converter uma situação potencialmente desconfortável em algo que ajude a aumentar sua zona de conforto e que, afinal, vai ter servir para se sentir bem em uma maior variedade de ambientes, conectando-se a um equilíbrio interno, independente do que está acontecendo fora.

Espero ter te ajudado a começar bem a semana, um beijo e até mais!

Vanessa

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Inspiração - Idas e vindas, mudanças e permanências


Oi, tudo bem?


Fiquei vários meses sem aparecer por aqui (e essa não é a primeira vez que isso acontece... rs). Como isso pode voltar a acontecer, acho que não cabe me justificar ou prometer estar mais presente. Cabe sim agradecer pelos acessos ao blog e ao canal, pelas inscrições e comentários, que me incentivam e me deixam sempre contente. Estava me programando pra voltar a escrever e gravar vídeos durante as férias, tentar adiantar bem as coisas e assim não perder regularidade. Infelizmente, esse fim de ano foi bem difícil pra mim, com a perda de alguém muito importante na minha vida, o que me tirou totalmente dos eixos e me forçou a tomar várias decisões e a investir boa parte do tempo para reorganizar as coisas. Esse post não tem a intenção de ser um tipo de lamentação, homenagem ou coisa do gênero, porque pra mim essas coisas são muito íntimas e estão fora do foco do blog.

Mas então por que estou falando disso tudo, né? Porque quando algo muito drástico como uma perda familiar acontece, a gente começa a repensar o que realmente importa e a dividir o tempo e a nossa vida em dois períodos: antes/depois do fato ocorrido. Eu, pelo menos, comecei a contar os dias, meses e anos em direção ao antes/depois do dia 05/01/2017, que infelizmente sempre será uma marca triste no meu coração.

E pensando em como tirar alguma reflexão do que eu vivi nesse período como forma tanto de me ajudar a processar as informações/emoções quanto de inaugurar o ano de 2017 aqui no blog, comecei a pensar em como as coisas são mais ou menos permanentes/incertas. Mais ainda, como nós nos apoiamos em certezas de permanência de várias coisas na vida, mesmo sabendo claramente que de permanente essas coisas não têm nada. E é disso que eu queria conversar com vocês. Minha intenção é lançar alguns questionamentos que não pretendo responder nem dar a minha visão a respeito, mas com eles gerar uma pausa no seu dia, talvez até um desconforto e uma incerteza momentânea, que você certamente vai esquecer depois, assim como eu, mas tentar por alguns instantes pensar:

1 - Já reparou como vivemos evitando o envelhecimento e a morte, mesmo sabendo que a nossa maior certeza, talvez a única, a partir do momento em que nascemos nesse mundo, é de que morreremos? Por que então vivemos como se a morte não existisse ou não fosse algo plenamente natural?

2 - Por que adotamos uma opinião, um padrão de pensamento, um sabor ou cor preferida, uma postura diante das situações, como se isso não pudesse nunca ser mudado?

3 - Por que insistimos em acreditar, com todas as nossas forças, que teremos vigor, saúde e a energia da juventude para sempre, tornando a busca pela aparência algo tão importante, como se pudéssemos (ou devêssemos) ser jovens para sempre?

4 - Por que teimamos em tentar mudar nos outros aquilo que sabemos que não vai mudar?

5 - Por que tantas e tantas vezes valorizamos tanto, dedicamos tanto tempo e energia a coisas que sabemos que no final das contas não irão fazer tanta diferença que justifique esse desperdício todo de vida?

Eu poderia listar aqui inúmeras outras coisas, mas acho que deu pra entender aonde quero chegar né? Interessante, porque esses são temas que podemos analisar mesmo descolados de uma situação drástica. No Projeto Minimalismo aqui do blog, em que conversamos sobre viver com o que realmente importa, já falamos bastante sobre isso. Se você quiser saber mais do que estou falando, dá uma olhada nesse post aqui e nesse outro. Se fizer sentido pra você, fique à vontade pra ler os outros textos dessa série (que terá continuidade) e comentar.
Perder alguém que amamos faz a gente questionar muito o valor das coisas. Ou melhor, o valor que nós atribuímos a cada coisa. Você tinha em mente que tudo seria de determinada forma, e de repente se vê no olho do furacão e custa muito a se convencer de que está vivendo uma situação real e não um sonho ruim. De repente, começa a se questionar se precisava de tantas certezas assim...

Se você tiver algum questionamento desse tipo pra trazer, deixe nos comentários e a gente vai se falando.

Que o nosso ano seja repleto de constâncias e inconstâncias, como a vida sempre é, e que você saiba aproveitar ao máximo o que for bom e contornar da melhor forma possível o que não for tão bom. Mas que acima de tudo não tente se iludir com a ideia de que as permanências e mudanças da vida estarão sempre ao seu dispor. Não estarão, e é isso o que nos faz valorizar o que importa de verdade.

Beijo, pessoal.
Vanessa

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Projeto Minimalismo #7: minimalismo e finanças

Olá!
Eu acho muito legal falar de minimalismo e finanças, porque você pode considerar a questão financeira como um gatilho pra adotar essa filosofia de vida, mas ela também é afetada pelas consequências de adotar os seus princípios. Fica comigo até o final da postagem que eu explico isso direito.

Eu já comentei aqui no blog que viver com menos não significa ser miserável ou se frustrar por não poder aproveitar bem a vida e o que ela nos oferece. A ideia central do minimalismo é viver bem de verdade, com aquilo que é realmente importante, eliminando o que pode desperdiçar tempo, sentimentos, espaço, e também dinheiro.

Num primeiro movimento, quem vê no consumo exagerado uma vida vazia e situações que nos levam, na maior parte das vezes, a comportamentos fúteis, ao se tornar minimalista acaba passando por uma redução de gastos - já que o consumo desnecessário começa a perder sentido. Então, nesse caso a economia de dinheiro vai meio que no automático mesmo e vira uma consequência de buscar simplificar a vida. Como as prioridades começam a mudar, esse dinheiro que deixa de ser gasto acaba sendo direcionado a outros objetivos, que muitas vezes nem faziam parte do horizonte de quem priorizava o consumo. Uma das ideias mais comuns no mundo minimalista é gastar mais com menos coisas, que são melhores e duram mais, além de priorizar experiências/conhecimento ao invés de coisas.

A segunda forma de enxergar esse processo - não menos positiva - é fazer o caminho inverso. Muitas pessoas que se veem atoladas em dívidas ou que precisam organizar sua vida financeira e não sabem por onde começar, encontram no minimalismo princípios que facilitam a economia de dinheiro e, o mais legal, trazem uma grande dose de autoconhecimento para analisar o que cada um prioriza e o que é realmente importante. Muita gente que reclama de ganhar pouco, quando recebe um aumento ou muda de emprego e passa a ganhar mais se vê em pouco tempo reclamando novamente de não dar conta de se manter com tranquilidade, ou se vê engolido pelo trabalho, sem tempo livre para as outras áreas da vida. Esse é um exemplo recorrente, nenhuma novidade. Mas daí, quando o princípio da simplicidade e a ideia de levar uma vida mais leve - síntese pra mim desse estilo de vida - entram nas prioridades, a pessoa se vê obrigada a olhar pra si e questionar: por que gastar centenas de reais em uma noite de balada? Por que ter que comprar roupas novas constantemente e trocar todas a cada nova estação ou coleção? Por que ter amigos para os quais é necessário sempre exibir coisas caras e um estilo de vida além das necessidades, e pior, muito além do que se pode manter? Esses questionamentos acabam levando a olhar pra dentro, a procurar o que realmente vale, e a dizer ao dinheiro quem manda. Pode parecer meio clichê, mas a gente sabe que precisamos pensar nisso constantemente. Vivemos em um mundo que nos direciona a consumir sempre mais, a nos sentir sempre priores por não termos o que é novo, caro e moderno.

Já pensou nisso? Acho que vale muito a pena fazer essa reflexão. O dinheiro é algo tão poderoso, define de tal forma as nossas decisões, que ele acaba sendo um ponto de partida pra gente entender melhor os rumos e escolhas que seguimos nas diversas áreas da nossa vida.
Espero ter ajudado você a pensar mais sobre o minimalismo e a ver como pode ser libertador usar os princípios minimalistas pra saber lidar da melhor forma com o dinheiro e colocá-lo no seu devido lugar, sem menosprezar nem superestimar sua importância.

Um beijo e até mais!
Vanessa

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Inspiração - Ouvir e saber ouvir

Oie!
Na última semana eu ia fazer uma postagem sobre o 7 de setembro e a postura das pessoas diante da situação atual do Brasil, mas acabei deixando pra lá. Só que o tema de hoje tem tudo a ver com as discussões políticas que vêm acontecendo e com a forma como as pessoas têm reagido a ideias e pensamentos diferentes, principalmente nessa área. Então, te convido a pensar também um pouco sobre isso, lendo esse post.
Você já reparou como grande parte das pessoas tem a incrível necessidade de falar, sempre dar sua opinião sobre tudo, com uma grande dificuldade de aceitar pontos de vista diferentes dos seus? Temos em geral uma tendência a afastar quem tem pontos de vista diferentes dos nossos. Nós nos aglutinamos em ilhas de opiniões pareadas, tentando sempre manter um consenso, ao mesmo tempo em que passamos a aceitar conceitos e opiniões vindas de dentro desses "grupos de segurança". Por mais que nossos amigos sem progressistas, tenham a "mente aberta" e tudo o mais, esse nosso comportamento vai justamente contra aquela primeira ideia que muitos de nós temos, de não dogmatizar os conhecimentos e buscar liberdade de pensamento.
Esse contexto é justamente o que pra mim está acontecendo na situação atual da política brasileira. Toda essa polarização de opiniões contra uns, a favor de outros, é meio infantil, tipo um jogo de mocinho e bandido. Se eu estou do lado "A" e descubro que você está do lado "B", você automaticamente vai contra todos os meus princípios de um mundo melhor, que obviamente são os princípios mais justos e adequados. Mesmo que você concorde apenas com uma parcela do lado "B", pra mim você já não faz parte do grupo de segurança. E eu por outro lado, entre o meu grupo onde todos estamos com a razão, também tenho que ficar de olho e tomar cuidado para não deixar escapar nenhuma eventual dúvida quanto à minha posição, sob pena de perder minha identidade nesse grupo e ficar sem grupo nenhum. Ou pior, ser identificada como quem está no grupo oposto.
Gente, não é meio ridículo isso? Tenho visto gente muito inteligente, com pontos de vista genuinamente valorosos e bons, assumirem posturas verdadeiramente fascistas, no sentido de serem autoritárias e inflexíveis, contrariando sem perceber ideias que defendem com seus discursos. E acho que deveríamos pensar um pouco mais nisso, estamos radicalizando cada vez mais nossas opiniões e perdendo a capacidade de aceitar interpretações diferentes dos fatos ou mesmo de fazer o exercício mental de assumir pontos de vista diferentes, ainda que somente como forma de exercício mesmo.
Bom, o segundo ponto que eu quis trazer pra nossa reflexão é o de saber ouvir. E vou usar como exemplo situações vividas por mim. Eu sempre fui mais de ficar na minha do que de me expor. Isso não significa que eu saiba ouvir os outros, porque quando alguém pára e se interessa em ouvir o que eu tenho a dizer, e se mostra de acordo comigo então, nossa, daí falo hein... Isso só mostra que, apesar de eu não buscar falar sempre e impor minha opinião aos outros, tampouco sei ouvir. E acho que a maioria de nós tem um pouco disso, seja para o lado de falar ou para o lado de não saber ouvir.
Nossa necessidade de ter razão às vezes supera nossa própria razão, no sentido de usar lucidamente nossas faculdades mentais, sem a necessidade de apelar a posturas mais emocionais. E a história já nos deu exemplos de sobra de como posições fechadas em si mesmas podem resultar em políticas absurdamente radicais e maléficas a todos nós.

Beijos, boa semana!
Vanessa

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Projeto Minimalismo #6: o minimalismo de cada um

Oi! Tudo bem por aí?

O post de hoje segue na linha do anterior, onde conversamos um pouco sobre a necessidade de a gente se conhecer bem pra saber do que desapegar, tanto para tralhas físicas quanto emocionais. Por isso que o minimalismo deve ser adaptado à sua realidade e é disso que eu quero falar. Adotar princípios minimalistas não significa se privar daquilo que traz alegria e deixa a vida melhor. Se você está em um conflito de desapego de algo porque sente que está abandonando o que torna sua vida melhor, talvez seja um bom momento pra repensar o que o minimalismo significa pra você e o estilo de vida que você tem/deseja ter. Pense no minimalismo como viver com o que (no sentido mais amplo possível) é indispensável pra você. Isso significa priorizar, e mais uma vez, conhecer-se. Se a gente sofre ao tentar tirar da rotina objetos, relacionamentos ou comportamentos, certamente estamos começando do fim, entende? Minimalismo não é autoflagelação, voto de pobreza ou demonstração de elevação espiritual para os outros verem. É claro que há um princípio de simplicidade, economia e até sustentabilidade quando pensamos na filosofia da coisa. Mas há também a liberdade de cada um adotar e aplicar na sua vida aquilo que melhor lhe convier, mais um motivo pra eu estar gostando tanto desses e outros princípios minimalistas.
Uma das coisas que fiz de cara quando comecei a me interessar pelo assunto foi reduzir boa parte das minhas roupas e sapatos. Eu sou daquelas pessoas que adoram uma pechincha, e perdi a conta de quantas vezes deixei de comprar algo que gostei muito porque era mais caro e acabei escolhendo o mais barato pra comprar mais de um ou pra não ficar com a consciência pesada. E o que aconteceu? Tralhas acumuladas porque não eram realmente o que eu queria, ou um uso forçado por um tempo apenas pra sentir que "valeu a pena comprar". Por isso, me desfiz de cerca de 1/3 do que tinha no guarda-roupa e, a partir de então, quando algo novo entra, me esforço pra tirar algo antigo que não esteja cumprindo de fato sua função. E acho que o mesmo vale para as coisas todas que cercam nosso dia a dia e nossas rotinas.
Esses dias eu já estava pensando em de novo fazer uma limpa no guarda-roupa, não porque comprei outra vez o mesmo volume de coisas, mas porque tenho várias peças que ficaram em "stand-by" pra ver, em um segundo momento, se eu realmente usaria. Adivinha? Sem uso, ocupando espaço e me cansando ao olhar pra elas todo dia e não usar.
Eu queria também mostrar nesse post que há todo um dinamismo, porque a gente muda com o passar do tempo e elege novas prioridades, o que modifica todo o jeito como lidamos com as coisas e até gera ou cessa novas necessidades.
Então, nada de radicalismos. Ao menos pra mim, não funciona. Estou adaptando os princípios minimalistas de acordo com o que acho importante, e tentando pensar sempre no que é prioridade pra mim, não naquilo que preciso tirar da minha vida. Tenho buscado fazer mais coisas que me realizam de verdade e reduzir a dependência de obrigações que consomem tempo mas que no final das coisas não são realmente importantes.
Quis usar exemplos corriqueiros pra ilustrar, mas como eu sempre digo, eles se aplicam aos vários aspectos da vida.

Espero ter acrescentado uma boa reflexão à sua semana. Até mais!
Vanessa

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Inspiração: Quem tem menos tempo é quem tem mais tempo

Oi!
Achou que o título da postagem está errado? Talvez uma distração na hora de digitar e um acento agudo no "e" que deveria estar sem acento nenhum, já que ter tempo não é o mesmo que não ter tempo. Ora bolas, quem tem tempo tem e pronto, faz parte daquele seleto grupo de pessoas afortunadas que não precisam trabalhar, ou trabalham pouco, não têm compromissos familiares e um sem-fim de outras condições exclusivas atribuídas a quem dá conta das atividades do dia a dia.
Na verdade não, não é bem assim. Trata-se muito mais de saber se organizar, priorizar e ser disciplinado(a) do que ter muito tempo livre. É claro que uma pessoa organizada com mais tempo livre tem melhores condições pra fazer as coisas do que uma pessoa também organizada, mas que dispõe de menos tempo livre. Isso é inquestionável. Mas nesse início de semana - certamente corrido como uma segunda-feira que se preze - quero chamar a atenção para o fato de que ter ou não tempo é uma coisa bem relativa. E pra isso vou dar um exemplo que aconteceu comigo e me surpreendeu. Ainda não acredito, mas já faz mais de um mês que inseri um novo hábito na minha rotina, que há anos eu simplesmente não conseguia, mesmo tendo tentado por várias vezes.
Eu tive até hoje dois cachorros, que morreram no ano de 2010. No mesmo ano, adquiri uma schnauzer (mostro a Pipa nesse vídeo aqui), que desde então tem trazido muitas alegrias para a nossa vida. Só que, desde o meu primeiro cachorro, que me acompanhou desde a adolescência até a vida adulta, eu nunca consegui sair pra passear com os bichos mais de alguns dias seguidos. Não tinha paciência, eles puxavam demais a guia e eu não sabia lidar, depois o trabalho e o estudo acabaram se tornando os motivos pra eu não fazer isso por eles.
A Pipa (minha schnauzer) tem seis anos e já precisou fazer cirurgia duas vezes para retirada de cálculos na bexiga, o que é comum nessa raça de cães. Damos a ela ração própria para evitar cálculos já há três anos e ela engordou bastante, porque é uma cachorrinha, digamos, "robusta" (pegando leve...kkk) e a ração que ela estava comendo era bem gordurosa. Bom, em resumo eu comecei a ficar preocupada porque na última cirurgia ela também foi castrada, o que em geral provoca ganho de peso. E aconteceu o improvável: consegui inserir na minha rotina (a mais doida e aparentemente sem tempo que eu poderia ter) uma caminhada diária de 20 minutos com a Pipa. Minha rotina/horário de trabalho é diferente a cada dia da semana, então acordo mais cedo pra caminhar com ela nos dias que entro no trabalho um pouco mais tarde, e quando entro mais cedo deixo a caminhada pro fim da tarde, inclusive antes de ir trabalhar de novo à noite.
É claro que eu não sou nenhum fenômeno ou uma pessoa especial por causa disso, até mesmo porque ainda não consegui inserir uma rotina regular de atividades físicas no meu dia a dia, além dessa caminhada "canina". Mas é que isso se tornou emblemático pra mim, porque era algo que eu realmente tinha muita dificuldade e que eu me cobrava, porque quero que a minha cadelinha tenha uma vida longa e saudável, e caminhar diariamente é essencial pra saúde dela. Resultado: tem sido uma higiene mental esse momento de sair pelo bairro, ver o movimento das pessoas saindo ou voltando do trabalho, e eu fico feliz de saber que vou sair pra caminhar com a Pipa (mesmo ela sendo uma doida e fazendo o maior escândalo no trajeto).
Quero chamar a atenção para a armadilha que é "ter tempo livre". Ainda nesse meu exemplo doméstico, vou te contar que na semana passada eu consegui sair pra caminhar com a Pipa de segunda a sexta-feira, com coisas de trabalho pra fazer, compromissos médicos e aquela correria que a gente já sabe, e no fim de semana, quando eu realmente tive mais tempo livre, não saí com ela! Nem sábado nem domingo! Pode isso?! Daí ficou muito claro pra mim isso que eu chamei de armadilha do tempo livre. Quando temos janelas de tempo dentro de uma rotina corrida, somos obrigados a priorizar as atividades e a ter disciplina pra dar conta de tudo. E dá pra conseguir, talvez não tudo o que a gente gostaria de fazer, mas o que elegemos como prioridade. Quando nos vemos com um tempo mais solto, perdemos de vista o valor e o limite que aquele tempo tem, porque ele é estendido. Isso já aconteceu comigo em períodos de férias, e a mesma situação se repetiu: horas, dias e semanas passando e eu sem fazer as tantas coisas que eu queria pra aproveitar todo aquele tempo livre.

É isso gente, espero ter motivado você a tentar de novo colocar em prática aquele seu projeto pessoal ou hábito que você sabe que precisa adotar mas deixou pra lá porque acha que não dá tempo. Dá sim. Analise com atenção sua rotina, escolha o que precisa/quer colocar em prática, durma um pouco menos se for preciso e se organize pra conseguir dar conta. Depois me conte como foi!

Beijos e excelente semana pra você.
Vanessa

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Projeto Minimalismo #5: Minimalismo e Autoconhecimento

Olá!
Nossa conversa de hoje é sobre algo muito simples e ao mesmo tempo muito difícil pra maioria de nós. Sendo bem direta, o assunto hoje é:

O que é realmente importante para você?

Conhecer-se e saber o que de fato é essencial na sua vida são pra mim uma das bases para um estilo de vida minimalista. Não existe fórmula pronta no minimalismo. Pra determinada pessoa, deixar de ter 30 pares de sapato e ficar com 15 é um exemplo de desapego. Pra outras, conseguir reduzir de 100 para 60 pares é uma tarefa hercúlea, que exige um esforço enorme. Por isso, ao assistir a vídeos sobre o assunto ou ao ler posts como este que escrevi pra gente pensar no assunto, não adianta querer uma fórmula pronta, pois o que atende uma pessoa não necessariamente atenderá outras. É aí que entra esse lance fantástico que é a gente saber o que é importante pra nós, nos principais aspectos da vida. O seu ambiente de trabalho te exige roupas formais? A sua imagem precisa transmitir tendências atuais de moda e comportamento? Você frequenta ambientes muito variados? É uma pessoa que precisa estar rodeada de muita gente e curte uma vida social intensa? Você se chateia facilmente e guarda o que sente, ou leva as coisas numa boa mas diz o que pensa sem filtrar muito?
Como já conversamos, o minimalismo acaba atingindo todas as áreas da nossa vida, e pra saber o que você pode reduzir no seu dia a dia deve saber selecionar o que é importante de verdade. E sem se conhecer não rola...
O legal de tudo isso também é que a gente muda muito ao longo do tempo. E o que hoje é importante amanhã pode ser algo perfeitamente dispensável na sua rotina, quando você vai começar a dar valor pra coisas/sentimentos/comportamentos que talvez nem notasse antes. Isso pode até te levar a terminar relacionamentos, mudar de profissão ou área de atuação, entre outras mudanças mais ou menos drásticas, dependendo do peso que o minimalismo ganhar na sua vida.
Então, nesse caminho de simplificar as coisas e ganhar em vivências e experiências, conhecer-se é indispensável e vale muito a pena e traz recompensas libertadoras.

Beijo pra você e até mais!
Vanessa

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Inspiração: Juventude

Oi!
Nessas semanas de jogos olímpicos (que por sinal me surpreenderam positivamente), eu tenho pensado muito na juventude de modo geral. A competição exige um nível de desempenho altíssimo, e enquanto assistia às provas fiquei pensando em como esses atletas, muitos deles muito jovens, têm uma vida tão diferente da maioria das pessoas, que na mesma idade provavelmente estão trabalhando, estudando, criando seus filhos. Sinto uma invejinha dessa vida cheia de emoção, entrega, esforço e o glamour de ser parte das expectativas de toda uma nação, conhecer o mundo praticando esporte e inspirando gerações.
Trabalhando com adolescentes, às vezes me pego olhando para meus alunos e pensando no que eu fui igual ou diferente deles, no que acho que a vida deles é melhor ou pior do que a minha na idade deles. E fico pensando no que sempre ouvia dos professores quando eu estava na escola: "Vocês são o futuro, vocês são o amanhã!". Bem, o amanhã chegou pra mim, aliás, o hoje né, porque hoje é sempre o amanhã que planejamos antes ou que simplesmente aconteceu pra nós. E fico pensando se os jovens, brilhantes atletas olímpicos ou meus alunos - dos mais problemáticos aos mais capazes - têm consciência de como a fase que vivem é bonita e importante para o que virá depois. Posso dizer por experiência própria que não tinha essa noção.
E então, eu me pergunto: será mesmo que a juventude é a fase mais brilhante da vida e deveríamos viver sempre tão dedicados a buscar a juventude? Ao mesmo tempo que é um período fantástico, aos 34 anos eu sinto que amadurecer é quase melhor do que aquela liberdade e descompromisso dos anos que precedem a idade adulta. É bom saber que depois de uma fase tão intensa e às vezes confusa, quando temos a vida toda pela frente e podemos ser o que quisermos, vem um período da vida em que as coisas podem mudar muito, erros, acertos e realizações do dia a dia que superam as fantasias e sonhos. Não porque todos os sonhos se realizaram e a vida vem sendo um mar de rosas, mas porque ser adulto e realizar planos é também uma superação, ainda que muitos sonhos de infância e juventude tenham ficado apenas na memória.
Então, que a sua semana possa começar com esse pensamento. Se você, como eu, já não é tão jovenzinho(a), tem ainda um pé naquela fase de sonhos e expectativas, mas também sente a pressão de ser adulto, ou se já está em fases mais avançadas da vida, cada uma com sua dor e sua delícia, acho que não vale a pena viver com a mente em uma época descolada daquela em que você está de fato. Viver fases outras que não aquela em que você está é como matar parte da sua vida. Que o seu espírito se mantenha jovem pra se encantar com o que há de bonito e agregue experiências pra sofrer menos com as incertezas e dificuldades da vida adulta.

Beijos e boa semana!
Vanessa

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Projeto Minimalismo #4: Desapego emocional

Oi!
Quem se interessa pelo estilo de vida minimalista, encontra de imediato em livros, sites e vídeos orientações para desapegar. Reduzir a quantidade de itens e objetos que temos em casa e que usamos no dia a dia. A ideia é ter coisas boas e duráveis, de preferência produzidas de forma responsável para com o meio ambiente e os trabalhadores envolvidos, evitando assim estar sempre comprando e sobrecarregando de um lado nossa rotina para administrar tantas coisas, e de outro os recursos naturais.
Essa já é uma ideia bem difundida do minimalismo, e no post sobre consumo já falei um pouco sobre o desapego material. Hoje quero falar do desapego emocional e psicológico, que também tem tudo a ver com o minimalismo.
Ao longo da vida, as experiências e relacionamentos que ajudam a moldar nossa personalidade e caráter deixam aprendizados importantes que levamos pra sempre. Dizem que deixamos parte de nós nos outros e levamos parte dos outros conosco nessa experiência maluca que é viver. O problema é que nesse caminho, às vezes tortuoso, acumulamos sentimentos, mágoas e decepções que acabam pesando e interferem na forma como lidamos com as experiências atuais. Acabamos depositando uma carga negativa em situações que já são naturalmente difíceis, mas que acabam se tornando um obstáculo ainda maior a ser transposto. E isso muitas vezes se dá de forma inconsciente, trazendo sofrimento. O mesmo vale para "amizades" que não acrescentam nada de positivo às nossas vivências, pessoas que ficam literalmente fazendo peso na nossa vida, porque nos sentimos na obrigação de nos manter dentro de certos padrões sociais.
Como o minimalismo instiga a olhar pra dentro e ficar somente com aquilo que realmente importa, te convido a fazer uma reflexão nesse sentido. E fazer um "detox" de sentimentos e relacionamentos que não fazem bem, o que vai liberar espaço e energia para o que realmente vale a pena.

Por hoje é isso, beijos e até!
Vanessa

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Projeto Minimalismo #3: A imagem que transmitimos e quem realmente somos

Oi!
Ainda dentro da ideia do consumo, que conversamos no post #2, hoje o assunto é IMAGEM e REALIDADE.
Todos nós transmitimos algo através da maneira como nos apresentamos aos outros e como nos comportamos. Por mais que a gente se vista, fale ou gesticule de forma não programada, com a impressão de que nada disso é intencional, na verdade, visualmente sempre transmitimos algo (ou muita coisa) aos outros, antes mesmo de conversar com as pessoas.
O que acontece - e que o minimalismo questiona bastante - é que o consumo nos leva a adquirir coisas pra transmitir uma imagem determinada, que pode ser de ostentação de marcas caras, de exposição do corpo, de pessoa antenada na moda, de um estilo alternativo, enfim, somos induzidos a adquirir itens que nos levem a projetar a imagem que queremos transmitir aos outros. Eu particularmente acredito que escolher conscientemente a imagem mais condizente com o que queremos transmitir, encontrar um estilo adequado aos ambientes que frequentamos e à nossa personalidade, são uma parte importante de quem nós somos. O problema pra mim está justamente em buscar ser alguém apenas na imagem, priorizar isso em detrimento do mais importante, que é estar com as pessoas, conhecê-las por quem são e mostrar quem somos de verdade.
Muitas vezes acaba se tornando mais importante para as pessoas mostrar o que elas têm do que aquilo que elas são, através da forma como se apresentam ao mundo. É aí que o minimalismo entra para trazer um pouco de lucidez: nós não somos as nossas coisas, nós somos quem somos. Simples assim. A maneira como nos apresentamos é importante, e dependendo do ambiente em que estamos é necessário apresentar-se de determinada maneira. Mas isso é um detalhe de nós, e não a totalidade ou o mais importante de quem somos.

Beijos e até mais!
Vanessa

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Inspiração: Senso de coletivo

Olá!
Hoje eu quero falar de um assunto que eu acho muito importante pra convivência, desde aquela que ocorre com a família e os amigos até a vida em sociedade mesmo. Já falei aqui sobre empatia, e hoje quero falar sobre ter senso de coletivo.
Quantas vezes não vemos no estacionamento do shopping as pessoas estacionando indevidamente em vagas preferenciais ou mesmo em local proibido, comprometendo a circulação dos outros carros, pra não andar 20 ou 30 metros a mais? Quantas vezes não vemos as pessoas reclamarem do atendimento em lojas ou outro tipo de serviço, apesar de tratarem quem presta serviços de forma grosseira e até humilhante? Quantas vezes não vemos pessoas reclamando de abuso de poder nos serviços públicos, que quando podem dão a famosa "carteirada" na entrada do cinema, na fila do banco, na balada...
Não é novidade pra ninguém que o brasileiro é conhecido por sua capacidade de contornar as dificuldades e resolver os problemas de forma pouco convencional. Infelizmente, isso acaba se estendendo para o hábito de "tirar vantagem" pra si mesmo ou, com um fim considerado mais "nobre", para alguém da família ou amigos. O problema é que isso vai gerando uma onda de comportamentos que, se forem reproduzidos por toda uma população, torna a convivência um caos. Quem tira vantagem, inevitavelmente será vítima de alguém que vai tentar fazer a mesma coisa.
Eu costumo dizer que, mesmo com uma intenção egoísta, ainda vale mais pensar no coletivo, pois isso também gera eco, e num determinado momento o benefício volta pra nós. É claro que o contrário também pode acontecer, e você se dar mal várias vezes, mesmo sendo alguém consciente, mas só encontrar gente ignorante por aí.
De qualquer jeito, eu queria que você pensasse, nesse momento de tantos escândalos no nosso país, que o que ocorre na alta cúpula do governo de certa forma reflete parte do comportamento da nossa sociedade. Temos muito o que crescer ainda e não há dúvida que boa parte dos políticos - eleitos por nós - estão buscando tudo, menos uma melhoria social. Talvez precise partir mais de cada um de nós, em cada pequena atitude - o que está ao nosso alcance - colocar esse senso de coletivo em prática. Isso também pode gerar uma onda de comportamentos que se reproduzem e acabam gerando constrangimento a quem não respeita os outros. Tem horas que dá vontade de mandar todo mundo pro espaço (pra dizer o mínimo) e cuidar só do nosso umbiguinho. Por isso, tentar se colocar no lugar dos outros e oferecer aquilo que gostaríamos de receber na convivência talvez possa ajudar coletivamente.

Beijos e ótima semana!
Vanessa

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Projeto Minimalismo #2: Pensando no consumo desnecessário

Olá!
Escolhi o consumismo como assunto dessa semana, porque não é um tema ligado apenas à questão do minimalismo (ou melhor, oposto à ideia de), mas porque vivemos inseridos em um mundo regido pelo consumo. Consumimos água (não apenas in natura, mas também indiretamente através de tudo o que é produzido pelo agronegócio e/ou com energia hidrelétrica), recursos naturais diversos, desde madeira até minérios, em absolutamente TUDO o que adquirimos ou simplesmente para manter nossas casas, equipamentos e veículos funcionando. Quando falamos de consumo, não se trata apenas de ser ecologicamente correto ou "ecochato", como dizem por aí, mas a questão é muito maior. Milhões de empregos são gerados a partir de atividades que degradam o ambiente e que geram resíduos maléficos à nossa saúde. A indústria alimentícia fabrica produtos ricos em gorduras saturadas, conservantes e corantes que fazem muito mal ao organismo cumulativamente, inclusive alguns corantes usados por aqui são proibidos nos países onde estão as sedes dessas fábricas. Pensando pelo lado prático, as empresas só estão começando a se mexer nesse sentido porque a quantidade de processos judiciais, consequência de leis mais rígidas, fiscalização e reclamação das pessoas, tem aumentado muito. Além disso, os movimentos ambientalistas que desde a década de 1960/70 vêm buscando alertar o mundo para as questões ambientais, acabaram criando um nicho de mercado que atraiu muito as empresas e agregou valor a uma enorme variedade de produtos que cada vez mais têm atraído consumidores. Embalagens com menos plástico, alimentos orgânicos que valorizam as comunidades envolvidas na sua produção, reciclagem de materiais, biocombustíveis e novas fontes de energia elétrica têm se tornado cada vez mais presentes. Porém, o foco continua sendo o consumo. Por mais que haja reciclagem, por mais que se busque alternativas, nosso consumo é crescente e em um ritmo que está além da capacidade de reposição do planeta. Agora consumimos, além de coisas, uma ideia, uma ideologia que nos deixa com a consciência mais tranquila, porque é um consumo "do bem".
É óbvio que precisamos consumir e não dá pra negar que a experiência da compra nos dá prazer. Mas acho importante parar pra pensar nisso tudo, senão entramos naquela onda de escovar os dentes com a torneira fechada e comprar um monte de roupas, que em seu processo produtivo consomem milhares de litros de água.
Na busca por um estilo de vida mais simples e menos consumista, tenho me deparado com essas questões e com a forma agressiva como somos induzidos a consumir para sermos felizes, quando na verdade somo mais uma peça na engrenagem que precisa funcionar: produzir, vender, descartar, em um ciclo que está na base do funcionamento da esmagadora maioria das sociedades humanas.
É essa a reflexão que eu queria deixar hoje, porque acredito que quem se interessa pelo minimalismo já sabe que um dos seus princípios é ter menos coisas e priorizar qualidade ao invés de quantidade, por vários motivos que ainda vamos conversar aqui. Mas achei importante levantar esse outro lado da discussão também. Novas formas de uso da natureza estão surgindo, diminuindo a pressão exercida sobre os recursos naturais, porém o consumo continua sustentando esse sistema. E eu acredito que o minimalismo pode ser uma forma de problematizar tudo isso e buscar alternativas eficazes e coerentes para um mundo que não pode continuar produzindo, consumindo e descartando no ritmo frenético de hoje.
Beijos pra vocês e até!
Vanessa

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Inspiração: Você age ou reage?

Olá!
Pra começar essa semana eu quero falar de atitude. Quando dizemos que uma pessoa tem atitude, em geral pensamos em alguém que faz as coisas acontecerem, que vai em busca e conquista aquilo que quer, criando oportunidades e realizando metas. Já quando falamos em reações, muitas vezes o termo vem carregado de uma certa negatividade, porque há pessoas que sempre REAGEM ao mundo externo e culpam tudo e todos pelo que dá errado. Em geral, não costumamos atribuir aos outros aquilo que dá certo pra nós... 
Mas tem uma frase que eu conheci em algum site ou vídeo do YouTube e guardei, porque achei válida pra pensar na importância do tipo de reação que escolhemos ter em determinadas situações:

"Como as pessoas lhe tratam é o karma delas, o modo como você reage é o seu karma."

O autor é Wayne W. Dyer, um norte-americano que escreve livros de autoajuda. Tirando a interpretação de resignação e conformismo que a frase pode gerar, ou seja, aquela ideia de admitir que os outros digam e façam pra nós o que bem entendem - que é uma interpretação possível - quero chamar a atenção para o fato de que essa frase é, na minha opinião, bem libertadora. Quando alguém maltrata você no trânsito, no trabalho, em uma reunião de família sabe, com aqueles comentários maldosos e absolutamente dispensáveis, pensar que é apenas o reflexo da infelicidade que essa pessoa carrega consigo pode ajudar a passar pela situação de forma menos destrutiva. Cada um oferece aquilo que tem, o que não significa que você, como um ser bom e superior, deve olhar para aquela pessoa do alto de sua benevolência e compreender o quão limitada ela é. Se cabe uma resposta à altura, penso que deve ser dada. Mas acho que é o caso de não permitir que o desequilíbrio daquela pessoa afete você. No livro "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa coloca que sentir raiva é como deixar que a outra pessoa mande um pouco na gente. É bem nesse sentido que eu interpreto a frase que escolhi pra começar a semana. Acho muito importante criarmos uma estrutura de autoestima, confiança e comunicação baseada no autoconhecimento, que nos dê segurança de saber até onde permitimos que algo ou alguém nos tire do eixo. E pra isso é fundamental saber quem somos, nossas potencialidades e o que escolhemos alimentar. Se a outra pessoa se alimenta e oferece o que tem de pior, podemos aceitar e dar continuidade ao que ela oferece, ou simplesmente barrar o que pode nos fazer mal. Seja "dando o troco" ou calando, o que está em questão é a sua postura sabe, e não o que o outro vai pensar. É centrar-se em si mesmo pra saber se vale a pena entrar na onda do que você recebeu. Até mesmo porque, normalmente, quando ficamos muito incomodados ou ofendidos com algo, é porque aquilo tem fundamento e por isso reverberou tanto em nós. Mas isso já é assunto pra outro post.

Espero ter contribuído pra sua semana começar melhor, obrigada por estar aqui!
Beijos!
Vanessa

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Projeto Minimalismo #1: Tempo para o que realmente importa

Olá!
Hoje começamos essa verdadeira viagem sobre o tema minimalismo. Espero poder trazer reflexões úteis pra sua vida e aprender muito nesse verdadeiro universo de possibilidades que o minimalismo nos traz.
Se você leu o post de ontem, talvez tenha achado o título um pouco contraditório para o assunto minimalismo: "Reflexões e ideias para uma vida mais simples e completa". Ora bolas Vanessa, se o princípio básico do minimalismo é viver com menos, manter apenas o que é essencial para uma vida simples, como essa vida pode ser também completa???
Vivendo em grandes cidades nesses tempos de globalização e consumo exagerado em que estamos, um dos principais focos que adotamos desde muito jovens, como sinônimo de uma vida boa e feliz, é conseguir uma ocupação que nos traga retorno financeiro e nos dê condições de consumo acima da média da população. Considerando o Brasil então, com todas as desigualdades infelizmente características do nosso país, a ideia de ter uma vida boa passa pelo desejo de poder consumir bem mais do que a maioria consome. Talvez por isso, pensar em consumir menos, de forma mais consciente e adequada, atendo-se ao que realmente for necessário, pode parecer contrário à ideia de uma vida mais completa. E aí está o "X" da questão e do post de hoje.
Quanto mais coisas, objetos, sentimentos, relacionamentos e rotinas desnecessárias temos para administrar, menos tempo sobra para o que realmente faz diferença na vida. Por mais que o consumo e as coisas sejam parte importante das nossas condições de sobrevivência nesse mundo doido, todos sabemos "onde o calo aperta": certamente todos nós - com exceção de pessoas com algum trauma ou distúrbio psiquiátrico - não hesitaríamos em trocar tudo isso pela vida ou pela saúde de alguém que amamos. Gosto muito quando o Mário Sérgio Cortella diz nas palestras e vídeos dele que, no leito de morte, ninguém se preocupa em ter mais tempo para comprar mais, investir mais na bolsa ou coisas do tipo, mas sim pra curtir mais o filho, fazer as pazes com um irmão há anos afastado por alguma briga ou dizer para a esposa/marido o quanto a/o ama.
Na minha definição pessoal de minimalismo, abrir mão de certos luxos e prazeres de consumo está ligado diretamente a ter pequenas porções de felicidade e alegria, dedicando tempo à família, aos amigos, a si próprio ou não fazendo nada exatamente produtivo, mas podendo escolher o que fazer com o próprio tempo.
Por isso que eu quis começar falando disso. É claro que cada pessoa tem um conceito próprio do que vem a ser ter uma vida completa: viajar, conhecer lugares diferentes, ter mais tempo livre, ou mesmo comprar algo caro, mas ao longo das nossas conversas sobre o minimalismo vamos ver que até para consumir melhor ele nos traz vantagens, na medida em que nos colocamos em uma posição de controle sobre o que queremos e elegemos como prioridade na vida.
Vou te deixar uma sugestão de reflexão para a semana: procure analisar sua rotina, pensamentos, relacionamentos os mais diversos, e pense em como você poderia minimalizar em algum aspecto. O que você poderia fazer para simplificar e ganhar tempo de qualidade, abrindo mão de coisas, atividades e até sentimentos que consomem um tempo precioso do seu dia a dia?
Se der, anote em um caderno ou no bloco de notas do computador, celular, e-mail, enfim, onde tenha acesso fácil pra você sempre se lembrar. Conte aí nos comentários se conseguiu abrir mão de alguma coisa e se obteve efeitos positivos com isso, ok?

Mil beijos e até mais!
Vanessa