Oi, tudo bem?
Fiquei vários meses sem aparecer por aqui (e essa não é a primeira vez que isso acontece... rs). Como isso pode voltar a acontecer, acho que não cabe me justificar ou prometer estar mais presente. Cabe sim agradecer pelos acessos ao blog e ao canal, pelas inscrições e comentários, que me incentivam e me deixam sempre contente. Estava me programando pra voltar a escrever e gravar vídeos durante as férias, tentar adiantar bem as coisas e assim não perder regularidade. Infelizmente, esse fim de ano foi bem difícil pra mim, com a perda de alguém muito importante na minha vida, o que me tirou totalmente dos eixos e me forçou a tomar várias decisões e a investir boa parte do tempo para reorganizar as coisas. Esse post não tem a intenção de ser um tipo de lamentação, homenagem ou coisa do gênero, porque pra mim essas coisas são muito íntimas e estão fora do foco do blog.
Mas então por que estou falando disso tudo, né? Porque quando algo muito drástico como uma perda familiar acontece, a gente começa a repensar o que realmente importa e a dividir o tempo e a nossa vida em dois períodos: antes/depois do fato ocorrido. Eu, pelo menos, comecei a contar os dias, meses e anos em direção ao antes/depois do dia 05/01/2017, que infelizmente sempre será uma marca triste no meu coração.
E pensando em como tirar alguma reflexão do que eu vivi nesse período como forma tanto de me ajudar a processar as informações/emoções quanto de inaugurar o ano de 2017 aqui no blog, comecei a pensar em como as coisas são mais ou menos permanentes/incertas. Mais ainda, como nós nos apoiamos em certezas de permanência de várias coisas na vida, mesmo sabendo claramente que de permanente essas coisas não têm nada. E é disso que eu queria conversar com vocês. Minha intenção é lançar alguns questionamentos que não pretendo responder nem dar a minha visão a respeito, mas com eles gerar uma pausa no seu dia, talvez até um desconforto e uma incerteza momentânea, que você certamente vai esquecer depois, assim como eu, mas tentar por alguns instantes pensar:
1 - Já reparou como vivemos evitando o envelhecimento e a morte, mesmo sabendo que a nossa maior certeza, talvez a única, a partir do momento em que nascemos nesse mundo, é de que morreremos? Por que então vivemos como se a morte não existisse ou não fosse algo plenamente natural?
2 - Por que adotamos uma opinião, um padrão de pensamento, um sabor ou cor preferida, uma postura diante das situações, como se isso não pudesse nunca ser mudado?
3 - Por que insistimos em acreditar, com todas as nossas forças, que teremos vigor, saúde e a energia da juventude para sempre, tornando a busca pela aparência algo tão importante, como se pudéssemos (ou devêssemos) ser jovens para sempre?
4 - Por que teimamos em tentar mudar nos outros aquilo que sabemos que não vai mudar?
5 - Por que tantas e tantas vezes valorizamos tanto, dedicamos tanto tempo e energia a coisas que sabemos que no final das contas não irão fazer tanta diferença que justifique esse desperdício todo de vida?
Eu poderia listar aqui inúmeras outras coisas, mas acho que deu pra entender aonde quero chegar né? Interessante, porque esses são temas que podemos analisar mesmo descolados de uma situação drástica. No Projeto Minimalismo aqui do blog, em que conversamos sobre viver com o que realmente importa, já falamos bastante sobre isso. Se você quiser saber mais do que estou falando, dá uma olhada nesse post aqui e nesse outro. Se fizer sentido pra você, fique à vontade pra ler os outros textos dessa série (que terá continuidade) e comentar.
Perder alguém que amamos faz a gente questionar muito o valor das coisas. Ou melhor, o valor que nós atribuímos a cada coisa. Você tinha em mente que tudo seria de determinada forma, e de repente se vê no olho do furacão e custa muito a se convencer de que está vivendo uma situação real e não um sonho ruim. De repente, começa a se questionar se precisava de tantas certezas assim...
Se você tiver algum questionamento desse tipo pra trazer, deixe nos comentários e a gente vai se falando.
Que o nosso ano seja repleto de constâncias e inconstâncias, como a vida sempre é, e que você saiba aproveitar ao máximo o que for bom e contornar da melhor forma possível o que não for tão bom. Mas que acima de tudo não tente se iludir com a ideia de que as permanências e mudanças da vida estarão sempre ao seu dispor. Não estarão, e é isso o que nos faz valorizar o que importa de verdade.
Beijo, pessoal.
Vanessa
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