quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Projeto Minimalismo #7: minimalismo e finanças

Olá!
Eu acho muito legal falar de minimalismo e finanças, porque você pode considerar a questão financeira como um gatilho pra adotar essa filosofia de vida, mas ela também é afetada pelas consequências de adotar os seus princípios. Fica comigo até o final da postagem que eu explico isso direito.

Eu já comentei aqui no blog que viver com menos não significa ser miserável ou se frustrar por não poder aproveitar bem a vida e o que ela nos oferece. A ideia central do minimalismo é viver bem de verdade, com aquilo que é realmente importante, eliminando o que pode desperdiçar tempo, sentimentos, espaço, e também dinheiro.

Num primeiro movimento, quem vê no consumo exagerado uma vida vazia e situações que nos levam, na maior parte das vezes, a comportamentos fúteis, ao se tornar minimalista acaba passando por uma redução de gastos - já que o consumo desnecessário começa a perder sentido. Então, nesse caso a economia de dinheiro vai meio que no automático mesmo e vira uma consequência de buscar simplificar a vida. Como as prioridades começam a mudar, esse dinheiro que deixa de ser gasto acaba sendo direcionado a outros objetivos, que muitas vezes nem faziam parte do horizonte de quem priorizava o consumo. Uma das ideias mais comuns no mundo minimalista é gastar mais com menos coisas, que são melhores e duram mais, além de priorizar experiências/conhecimento ao invés de coisas.

A segunda forma de enxergar esse processo - não menos positiva - é fazer o caminho inverso. Muitas pessoas que se veem atoladas em dívidas ou que precisam organizar sua vida financeira e não sabem por onde começar, encontram no minimalismo princípios que facilitam a economia de dinheiro e, o mais legal, trazem uma grande dose de autoconhecimento para analisar o que cada um prioriza e o que é realmente importante. Muita gente que reclama de ganhar pouco, quando recebe um aumento ou muda de emprego e passa a ganhar mais se vê em pouco tempo reclamando novamente de não dar conta de se manter com tranquilidade, ou se vê engolido pelo trabalho, sem tempo livre para as outras áreas da vida. Esse é um exemplo recorrente, nenhuma novidade. Mas daí, quando o princípio da simplicidade e a ideia de levar uma vida mais leve - síntese pra mim desse estilo de vida - entram nas prioridades, a pessoa se vê obrigada a olhar pra si e questionar: por que gastar centenas de reais em uma noite de balada? Por que ter que comprar roupas novas constantemente e trocar todas a cada nova estação ou coleção? Por que ter amigos para os quais é necessário sempre exibir coisas caras e um estilo de vida além das necessidades, e pior, muito além do que se pode manter? Esses questionamentos acabam levando a olhar pra dentro, a procurar o que realmente vale, e a dizer ao dinheiro quem manda. Pode parecer meio clichê, mas a gente sabe que precisamos pensar nisso constantemente. Vivemos em um mundo que nos direciona a consumir sempre mais, a nos sentir sempre priores por não termos o que é novo, caro e moderno.

Já pensou nisso? Acho que vale muito a pena fazer essa reflexão. O dinheiro é algo tão poderoso, define de tal forma as nossas decisões, que ele acaba sendo um ponto de partida pra gente entender melhor os rumos e escolhas que seguimos nas diversas áreas da nossa vida.
Espero ter ajudado você a pensar mais sobre o minimalismo e a ver como pode ser libertador usar os princípios minimalistas pra saber lidar da melhor forma com o dinheiro e colocá-lo no seu devido lugar, sem menosprezar nem superestimar sua importância.

Um beijo e até mais!
Vanessa

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