Olá!
Hoje começamos essa verdadeira viagem sobre o tema minimalismo. Espero poder trazer reflexões úteis pra sua vida e aprender muito nesse verdadeiro universo de possibilidades que o minimalismo nos traz.
Se você leu o post de ontem, talvez tenha achado o título um pouco contraditório para o assunto minimalismo: "Reflexões e ideias para uma vida mais simples e completa". Ora bolas Vanessa, se o princípio básico do minimalismo é viver com menos, manter apenas o que é essencial para uma vida simples, como essa vida pode ser também completa???
Vivendo em grandes cidades nesses tempos de globalização e consumo exagerado em que estamos, um dos principais focos que adotamos desde muito jovens, como sinônimo de uma vida boa e feliz, é conseguir uma ocupação que nos traga retorno financeiro e nos dê condições de consumo acima da média da população. Considerando o Brasil então, com todas as desigualdades infelizmente características do nosso país, a ideia de ter uma vida boa passa pelo desejo de poder consumir bem mais do que a maioria consome. Talvez por isso, pensar em consumir menos, de forma mais consciente e adequada, atendo-se ao que realmente for necessário, pode parecer contrário à ideia de uma vida mais completa. E aí está o "X" da questão e do post de hoje.
Quanto mais coisas, objetos, sentimentos, relacionamentos e rotinas desnecessárias temos para administrar, menos tempo sobra para o que realmente faz diferença na vida. Por mais que o consumo e as coisas sejam parte importante das nossas condições de sobrevivência nesse mundo doido, todos sabemos "onde o calo aperta": certamente todos nós - com exceção de pessoas com algum trauma ou distúrbio psiquiátrico - não hesitaríamos em trocar tudo isso pela vida ou pela saúde de alguém que amamos. Gosto muito quando o Mário Sérgio Cortella diz nas palestras e vídeos dele que, no leito de morte, ninguém se preocupa em ter mais tempo para comprar mais, investir mais na bolsa ou coisas do tipo, mas sim pra curtir mais o filho, fazer as pazes com um irmão há anos afastado por alguma briga ou dizer para a esposa/marido o quanto a/o ama.
Na minha definição pessoal de minimalismo, abrir mão de certos luxos e prazeres de consumo está ligado diretamente a ter pequenas porções de felicidade e alegria, dedicando tempo à família, aos amigos, a si próprio ou não fazendo nada exatamente produtivo, mas podendo escolher o que fazer com o próprio tempo.
Por isso que eu quis começar falando disso. É claro que cada pessoa tem um conceito próprio do que vem a ser ter uma vida completa: viajar, conhecer lugares diferentes, ter mais tempo livre, ou mesmo comprar algo caro, mas ao longo das nossas conversas sobre o minimalismo vamos ver que até para consumir melhor ele nos traz vantagens, na medida em que nos colocamos em uma posição de controle sobre o que queremos e elegemos como prioridade na vida.
Vou te deixar uma sugestão de reflexão para a semana: procure analisar sua rotina, pensamentos, relacionamentos os mais diversos, e pense em como você poderia minimalizar em algum aspecto. O que você poderia fazer para simplificar e ganhar tempo de qualidade, abrindo mão de coisas, atividades e até sentimentos que consomem um tempo precioso do seu dia a dia?
Se der, anote em um caderno ou no bloco de notas do computador, celular, e-mail, enfim, onde tenha acesso fácil pra você sempre se lembrar. Conte aí nos comentários se conseguiu abrir mão de alguma coisa e se obteve efeitos positivos com isso, ok?
Mil beijos e até mais!
Vanessa
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