Olá!
Pra começar essa semana eu quero falar de atitude. Quando dizemos que uma pessoa tem atitude, em geral pensamos em alguém que faz as coisas acontecerem, que vai em busca e conquista aquilo que quer, criando oportunidades e realizando metas. Já quando falamos em reações, muitas vezes o termo vem carregado de uma certa negatividade, porque há pessoas que sempre REAGEM ao mundo externo e culpam tudo e todos pelo que dá errado. Em geral, não costumamos atribuir aos outros aquilo que dá certo pra nós...
Mas tem uma frase que eu conheci em algum site ou vídeo do YouTube e guardei, porque achei válida pra pensar na importância do tipo de reação que escolhemos ter em determinadas situações:
"Como as pessoas lhe tratam é o karma delas, o modo como você reage é o seu karma."
O autor é Wayne W. Dyer, um norte-americano que escreve livros de autoajuda. Tirando a interpretação de resignação e conformismo que a frase pode gerar, ou seja, aquela ideia de admitir que os outros digam e façam pra nós o que bem entendem - que é uma interpretação possível - quero chamar a atenção para o fato de que essa frase é, na minha opinião, bem libertadora. Quando alguém maltrata você no trânsito, no trabalho, em uma reunião de família sabe, com aqueles comentários maldosos e absolutamente dispensáveis, pensar que é apenas o reflexo da infelicidade que essa pessoa carrega consigo pode ajudar a passar pela situação de forma menos destrutiva. Cada um oferece aquilo que tem, o que não significa que você, como um ser bom e superior, deve olhar para aquela pessoa do alto de sua benevolência e compreender o quão limitada ela é. Se cabe uma resposta à altura, penso que deve ser dada. Mas acho que é o caso de não permitir que o desequilíbrio daquela pessoa afete você. No livro "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa coloca que sentir raiva é como deixar que a outra pessoa mande um pouco na gente. É bem nesse sentido que eu interpreto a frase que escolhi pra começar a semana. Acho muito importante criarmos uma estrutura de autoestima, confiança e comunicação baseada no autoconhecimento, que nos dê segurança de saber até onde permitimos que algo ou alguém nos tire do eixo. E pra isso é fundamental saber quem somos, nossas potencialidades e o que escolhemos alimentar. Se a outra pessoa se alimenta e oferece o que tem de pior, podemos aceitar e dar continuidade ao que ela oferece, ou simplesmente barrar o que pode nos fazer mal. Seja "dando o troco" ou calando, o que está em questão é a sua postura sabe, e não o que o outro vai pensar. É centrar-se em si mesmo pra saber se vale a pena entrar na onda do que você recebeu. Até mesmo porque, normalmente, quando ficamos muito incomodados ou ofendidos com algo, é porque aquilo tem fundamento e por isso reverberou tanto em nós. Mas isso já é assunto pra outro post.
Espero ter contribuído pra sua semana começar melhor, obrigada por estar aqui!
Beijos!
Vanessa
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