Oi! Tudo bem por aí?
O post de hoje segue na linha do anterior, onde conversamos um pouco sobre a necessidade de a gente se conhecer bem pra saber do que desapegar, tanto para tralhas físicas quanto emocionais. Por isso que o minimalismo deve ser adaptado à sua realidade e é disso que eu quero falar. Adotar princípios minimalistas não significa se privar daquilo que traz alegria e deixa a vida melhor. Se você está em um conflito de desapego de algo porque sente que está abandonando o que torna sua vida melhor, talvez seja um bom momento pra repensar o que o minimalismo significa pra você e o estilo de vida que você tem/deseja ter. Pense no minimalismo como viver com o que (no sentido mais amplo possível) é indispensável pra você. Isso significa priorizar, e mais uma vez, conhecer-se. Se a gente sofre ao tentar tirar da rotina objetos, relacionamentos ou comportamentos, certamente estamos começando do fim, entende? Minimalismo não é autoflagelação, voto de pobreza ou demonstração de elevação espiritual para os outros verem. É claro que há um princípio de simplicidade, economia e até sustentabilidade quando pensamos na filosofia da coisa. Mas há também a liberdade de cada um adotar e aplicar na sua vida aquilo que melhor lhe convier, mais um motivo pra eu estar gostando tanto desses e outros princípios minimalistas.
Uma das coisas que fiz de cara quando comecei a me interessar pelo assunto foi reduzir boa parte das minhas roupas e sapatos. Eu sou daquelas pessoas que adoram uma pechincha, e perdi a conta de quantas vezes deixei de comprar algo que gostei muito porque era mais caro e acabei escolhendo o mais barato pra comprar mais de um ou pra não ficar com a consciência pesada. E o que aconteceu? Tralhas acumuladas porque não eram realmente o que eu queria, ou um uso forçado por um tempo apenas pra sentir que "valeu a pena comprar". Por isso, me desfiz de cerca de 1/3 do que tinha no guarda-roupa e, a partir de então, quando algo novo entra, me esforço pra tirar algo antigo que não esteja cumprindo de fato sua função. E acho que o mesmo vale para as coisas todas que cercam nosso dia a dia e nossas rotinas.
Esses dias eu já estava pensando em de novo fazer uma limpa no guarda-roupa, não porque comprei outra vez o mesmo volume de coisas, mas porque tenho várias peças que ficaram em "stand-by" pra ver, em um segundo momento, se eu realmente usaria. Adivinha? Sem uso, ocupando espaço e me cansando ao olhar pra elas todo dia e não usar.
Eu queria também mostrar nesse post que há todo um dinamismo, porque a gente muda com o passar do tempo e elege novas prioridades, o que modifica todo o jeito como lidamos com as coisas e até gera ou cessa novas necessidades.
Então, nada de radicalismos. Ao menos pra mim, não funciona. Estou adaptando os princípios minimalistas de acordo com o que acho importante, e tentando pensar sempre no que é prioridade pra mim, não naquilo que preciso tirar da minha vida. Tenho buscado fazer mais coisas que me realizam de verdade e reduzir a dependência de obrigações que consomem tempo mas que no final das coisas não são realmente importantes.
Quis usar exemplos corriqueiros pra ilustrar, mas como eu sempre digo, eles se aplicam aos vários aspectos da vida.
Espero ter acrescentado uma boa reflexão à sua semana. Até mais!
Vanessa
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